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Venda para Rússia cai e brasileiros buscam alternativa

A abertura comercial da Rússia para o Brasil não se traduz em benefícios e os exportadores nacionais saem em busca de alternativas. A partir de hoje, uma missão dos exportadores brasileiros de carne suína inicia negociações pela Europa para tentar abrir novos mercados e reduzir sua dependência do mercado de Moscou.

O grupo, porém, é apenas o primeiro em uma série de entidades que prometem negociar um melhor acesso para seus produtos, diante da decepção no mercado russo. A partir de meados de 2014, a Rússia passou a sofrer duas sanções da Europa e Estados Unidos em razão da guerra na Ucrânia.

Num esforço de asfixiar o governo de Vladimir Putin, europeus e americanos passaram a adotar medidas para impedir que seus fornecedores pudessem vender carnes e produtos agrícolas para Moscou. A esperança, porém, é de que isso beneficiaria as exportações brasileiras.

Mas a crise econômica que se seguiu às sanções e a desvalorização de 50% do rublo anularam qualquer lucro. Nos dois primeiros meses de 2015, as exportações brasileiras para a Rússia caíram em 41%, somando US$ 282 milhões. No mesmo período, as exportações de carnes para a Rússia encolheram em 49%, para apenas US$ 137 milhões.

No segmento de carnes bovinas, a queda foi de mais de 60%, contra 20% de retração em suínos e 54% de queda no açúcar. Missão. Diante da queda, o presidente executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, inicia nesta semana uma missão para Bruxelas.

Seu objetivo é o de negociar a abertura do mercado europeu para a carne suína e, assim, reduzir a dependência sobre a Rússia. "Queremos reduzir a dependência das agroindústrias suinícolas dos países do Leste Europeu", declarou Turra. Sua estratégia é a de apostar na agroindústria de Santa Catarina.

"O Estado é reconhecido pela OIE como livre de aftosa sem vacinação, um requisito que pode ajudar nas negociações", informou a ABPA, em um e­mail. No Itamaraty, diplomatas confirmaram ao Estado que outras entidades e empresas também já planejam buscar alternativas diante da queda nas compras russas. Além da Europa, o mercado asiático será uma das prioridades. 

*FONTE: O Estado de S. Paulo

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